Israel avalia novo ataque ao Irã e prepara informe ao governo dos EUA

Israel avalia novo ataque ao Irã e prepara informe ao governo dos EUA
Israel avalia novo ataque ao Irã e prepara informe ao governo dos EUA
Israel avalia novo ataque ao Irã e prepara informe ao governo dos EUA

 O governo de Israel estuda a possibilidade de realizar uma nova ofensiva militar contra o Irã e prepara um detalhamento das opções estratégicas que poderão ser apresentadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa ocorre em meio a preocupações crescentes em Tel Aviv com o avanço do programa iraniano de mísseis balísticos e com os desdobramentos do confronto registrado em junho deste ano no Oriente Médio.

De acordo com a Sputnik Brasil, fontes ouvidas pela emissora estadunidense NBC News, destacaram que autoridades israelenses avaliam que o fortalecimento das capacidades militares iranianas representa uma ameaça direta não apenas a Israel, mas também à estabilidade regional e aos interesses estratégicos de Washington.

Rússia descarta negociações diretas com Kiev e Europa

“Ninguém falou seriamente sobre essa iniciativa ainda e, pelo que sei, não se está trabalhando nisso”, afirmou o conselheiro diplomático do Kremlin (Presidência), Yuri Ushakov, citado pelas agências de notícias russas Interfax e TASS.

Ushakov comentava as declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que disse no sábado que Washington teria proposto a realização de negociações de paz conjuntas com representantes da Ucrânia e da Rússia e, possivelmente, de países europeus.

Para reforçar essa posição, Ushakov afirmou que o negociador russo Kirill Dmitriev, que está nos Estados Unidos, conversará apenas com representantes norte-americanos.

“Ele falará com os nossos parceiros, com quem já nos reunimos repetidamente, os parceiros norte-americanos. Não sei se há ucranianos lá”, declarou, segundo as agências Europa Press e EFE.

Ushakov acrescentou que Dmitriev informará Moscou sobre as consultas realizadas na cidade norte-americana de Miami com representantes da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

“Dmitriev retornará a Moscou, apresentará seu relatório e discutiremos o que fazer a seguir”, afirmou o conselheiro, também citado pela agência France-Presse (AFP).

Uma eventual mesa-redonda com todas as partes seria a primeira em seis meses, mas Zelensky demonstrou ceticismo quanto aos possíveis resultados.

“Não tenho certeza de que algo novo surgirá”, disse o presidente ucraniano aos jornalistas no sábado, lembrando que reuniões anteriores realizadas na Turquia, durante o verão, resultaram apenas em trocas de prisioneiros.

Antes de se reunirem com Dmitriev, representantes do presidente Donald Trump conversaram na sexta-feira, também em Miami, com o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, além de representantes da Alemanha, França e Reino Unido.

Sobre as mudanças que os europeus pretendem introduzir no plano de paz de Trump, Ushakov avaliou que elas não contribuem para o sucesso das negociações.

“Isso não é uma previsão. Tenho certeza de que as propostas feitas ou que estão sendo feitas por europeus e ucranianos certamente não melhoram o documento nem aumentam as chances de alcançar uma paz duradoura”, afirmou.

Moscou apoiou o plano inicial de Trump por atender às suas principais exigências, incluindo a cessão de territórios por Kyiv, a rejeição da adesão à OTAN e da presença de uma força internacional, além da redução do efetivo militar ucraniano.

O plano, no entanto, foi posteriormente alterado após conversas com ucranianos e europeus, e seus termos atuais não são conhecidos.

Dmitriev afirmou no sábado que as negociações em Miami estavam sendo construtivas e que continuariam ao longo deste domingo.

Já Umerov disse anteriormente que as conversas com seus homólogos norte-americanos terminaram com o compromisso de avançar nos esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022.